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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O poema da notinha fiscal

Ponto de ônibus em Laranjeiras, 04.08.13.

Vejo em uma pixação
toda explicação
Eu, meu coração e a doce ilusão
a felicidade e os ventos que sobram
em vão
Os amigos idiotas mas que são do coração
ou será que não?

Eu não quero ficar do seu lado

Como são idiotas as pessoas que naquele ônibus vão
e o casal do lado tendo uma discursão
em vão
eles vão
idiotas
idiotas
idiotas

O poema sobre a tequila, a tequila sobre o poema

Lapa, sábado (03.08.13).

A vida é tão...

Conheço um gringo e
ele completa minha noite
Converso com uma conhecida e encontro nela
uma das melhores amigas
(mesmo que ela não sinta, não perceba,
não queira)
Vejo um mendigo, pela janela do ônibus
Enquanto alguns idiotas falam
alguma coisa que eu não queiro ouvir sobre
hierarquia
Sinto cheiro de cigarro e me pergunto porque fumo

Tudo no seu exato lugar
talvez planejado
talvez nunca esperado

Os idiotas se mostram menos idiotas do que pensei
(apesar de não deixarem de ser)
Penso em algo pra falar a eles
Crio minha rima andando pela rua

Tarde de mais
O ônibus já foi
O que foi e o que não era pra ser
Destino, é você?

complexa